Só existe um lugar para sua mente estar neste momento

O mundo é um lugar cada vez mais frenético. E a nossa cabeça tem ido pelo mesmo caminho, já percebeu? Quantas vezes você já se flagrou no piloto automático e não estava prestando a atenção necessária na atividade que estava sendo desempenhada porque a mente estava cheia e havia muitas coisas que precisavam (na sua opinião) serem feitas ao mesmo tempo?

Isso, claro, não é positivo. Por isso, o assunto hoje é mindfulness – termo em inglês para atenção plena. Ele colabora para quebrar ciclos de ansiedade, estresse, infelicidade e exaustão, tanto na vida profissional quanto pessoal, ajudando para que a felicidade e tranquilidade sejam retomadas para enfrentar desafios, renovar a coragem e identificar sentimentos que não são positivos – mas ganham força em determinados momentos e devem ser evitados.

A técnica, que envolve também conceitos do budismo e práticas de meditação, facilita a descoberta da autocompaixão e da gentileza consigo mesmo e com os outros – como já falamos, o líder atual deve ser agregador, vulnerável e imperfeito. E todos estes fatores, claro, trazem benefícios para toda a equipe, facilitam o dia a dia e reduzem a quantidade de retrabalho.

O mindfulness aborda, também, como aquele fluxo negativo de sentimentos reverbera no corpo e causa tensões, incômodos e dores. Elas se tornam menos intensas e até vão embora conforme a mente é esvaziada para poder vivenciar o presente, se dedicar com exclusividade àquela atividade ou reunião, àquela conversa ou àquela relação interpessoal. No AGORA!

Quando o líder não desperta em si a atenção plena, tende a repetir erros que levam à frustração, o que o prende ao passado. Ou o destino é o futuro, já que a ansiedade é o sentimento ali existente, junto com medo e o mal estar.

Onde o foco deveria estar? Neste ponto do texto, acredito que você já tenha compreendido que o objetivo seja sempre o presente. Acho importante destacar, também, que, ao contrário do que muita gente pensa – e julga -, o mindfulness não está relacionado à ausência de pensamento, mas, sim, à reflexão sobre aquele agora.

A mudança não é simples, já que é contrária ao ritmo da rotina que temos sidos ensinados a viver – rodeada por tecnologia, cheia de redes sociais atualizadas a cada segundo, inúmeros compromissos dados como urgentes e momentos pessoais sendo definidos e impactados pela vida profissional.

Mas a mudança é possível. O primeiro passo é se observar e entender se você está presente naquela atividade e se dedicando a ela como deveria. Faça pausas restauradoras para entender como você está se sentindo, identificar emoções e como a situação está refletindo no seu corpo.

Quando for tomar um café, tente prestar atenção no sabor e na intensidade da bebida e como o mundo ao seu redor se comporta – sons, pessoas presentes, sensações que aquele momento desperta. Nada de pensamentos no que ainda precisa ser feito, na próxima reunião, na ida ao supermercado depois do trabalho, no fim de semana… Acredite, aplicando o mindfulness no seu dia a dia, você vai encontrar o momento certo para tudo isso!

Débora Avellaneda é administradora, master coach e sócia da consultoria Expertise Gestão de Pessoas, que tem como missão transformar pessoas para transformar empresas, e ouvia pássaros cantar pela janela enquanto pensava sobre este texto.

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