Ninguém lê mentes

Ninguém lê mentes –  Porque o feedback é fundamental para alinhar expectativa e resultados

Se você perguntar a um grupo de pessoas quais superpoderes gostaria de ter, com certeza várias delas responderiam que adorariam ler mentes e saber o que os outros estão pensando. Porém, até onde sabemos, ninguém é um x-men para conseguir fazer isso e quem diz que consegue, como vários personagens desses programas de auditório popularescos, não têm como comprovar…

Por isso, é importante nos expressarmos e deixarmos claro quais são as expectativas, os objetivos e os erros com os quais esbarramos no dia a dia – o  chamado feedback. No ambiente corporativo, quem acredita que “empurar com a barriga” questões ligadas à gestão, à performance e entrega e ao convívio é a melhor escolha está completamente enganado. A equipe precisa entender onde está errando e o que pode mudar para evitar que isso continue acontecendo.

Ou seja, se você evita tal situação está impedindo que seu funcionário melhore e, consequentemente, que a equipe evolua e a empresa cresça. No livro “Powerful – Como Construir uma Cultura Corporativa de Liberdade e Responsabilidade”, a autora Patty McCord, ex-chefe de talentos da Netflix, diz que “ser gentil demais [com os funcionários] é um desserviço”.

Claro que esta frase não significa que o feedback pode ser dado de qualquer forma – como ela mesmo enfatiza nas páginas seguintes. Tão importante quanto o retorno em si, é a maneira como ele chega aos colaboradores. Respeito e honestidade caminham juntos neste cenário.

Para que todos compreendam o que está sendo passado, os líderes devem afastar emoções, dar exemplos específicos de comportamentos problemáticos e, obviamente, propor soluções possíveis. Desta forma, a conversa torna-se produtiva e construtiva.

Nestes momentos, o tom de voz e a linguagem corporal podem dizer mais do que a mensagem que está sendo passada – e pode fazer com que ela não seja recebida adequadamente. Mas como evitar isso?

A resposta é planejamento e treino! Ensaie em voz alta, prestando atenção à maneira como as palavras estão sendo colocadas. Vá para a frente do espelho e analise como seu rosto se comporta e como as mãos se movimentam enquanto fala.

O mesmo vale para quando estiver ouvindo. O feedback é uma via dupla e o gestor deve estar preparado para os questionamentos. Além disso, já deve ter feito uma auto análise para entender qual seu papel diante das questões que estão sendo levantadas e apresentadas.

Em resumo, lembre-se que sua equipe está sempre apta a contribuir, é inteligente e madura para compreender e que a constância do feedback traz confiança a todos. Fale sobre comportamentos e não sobre características individuais e mostre quais mudanças que estão sendo solicitadas.

Caso exista dificuldade no entendimento ou reações negativas, a constância do feedback e o acompanhamento da Expertise podem mudar tais comportamentos e levar equipes e empresa a chegarem à situação ideal, que refletirá em bom convívio, produção e entrega.

Camila Crema é diretora-executiva da Expertise – Gestão de Pessoas. É psicóloga com ênfase organizacional, coach, além de ser uma eterna aprendiz sobre gestão de pessoas.

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